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Mostrando postagens de 2017

A NAMORADEIRA

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Olha a Clarice Ali na janela Reparando a minha vida E eu reparando a dela Olha, Clarice... Eu pareço tão bem Mas problema e tristeza É toda gente que tem Ganho meu dia, Clarice Com você a me olhar Só fico borocoxô Quando cê não está Cê é tão bonita, menina Que eu ando devagarinho Que é pra ficar mais contigo Nesse meu curto caminho Eu moro na esquina Venho todo dia a pé Será que um dia cê vinha Tomar comigo um café? Café passado na hora Com bule de Minas Gerais Faço até broa de milho Pra você gostar demais Pensa, Clarice Que bom que ia ser De mãos dadas na praça Só eu e você Cê me olhando de perto Eu piscando os olhinhos Dizendo coisa bonita Um monte de passarinhos Imagina, Clarice A gente com sorrisão Você agarrando meu braço Eu com meu violão Não perde tempo, Clarice Pendurada na janela Vamos viver um história Que nem vivem na novela Anda, Clarice Desce agora pra cá Você me olha tanto, menina Queria te namorar. Mari #entrecriaturasamar

É PRA DOER

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A HORTA TORTA

Sou a pior cuidadora de horta.  Eu faço a horta. Planto a horta. Esqueço o que plantei e aonde. Depois esqueço a horta inteira. Tudo cresce como quer. Alface dá flor e semente,  vem visitantes insetos, aranhas e passarinhos em geral. Fico com pena de tirar as lagartas que viram borboletas brancas que tornam a botar ovos de onde nascem mais lagartas comedoras de couves. Eu me convenço que nem gosto mesmo de couve. Tem as joaninhas, minhas únicas aliadas na impossível tarefa de acabar com pulgões, ainda mais sem nenhum esforço de minha parte. Cada um que coma o que quiser. Não tenho nada com isso. Na minha caótica e comprovadamente ineficaz estratégia, não cobro nada de ninguém, mas também quase não dou. As vezes colho algum tomate, um tempero ou algum chá e me impressiona achar coisas que eu não lembrava de ter plantado... Dizem que quem planta, colhe. Fico pensando que seria bonito se fosse verdade, porque pra colher a gente começa plantando, arrumando, colocando as coisas no lugar. M

POESIA DE GAVETA

Poesias que moram na minha gaveta Onde a gente guarda o que não cabe mais? Como a gente trança e destrança, costura e descostura, vela e enovela, fio a fio, o emaranhado que não tem nome, mas nos agarra pela cintura pra não podermos seguir? Onde a gente guarda a preguiça, a culpa e todo vazio que parece pó, que parece nuvem viva, sufocante e branca, por vezes com forma vaga de um animal qualquer? Onde a gente acha aquele instante, deitada ao sol, de fechar os olhos e sentir, como quem fura o dedo num espinho: - doeu, acho que estou viva. Aliás, como a gente sabe se está mesmo viva? Como a gente reconhece o caminho, as pedras do caminho, a beleza das pedras do caminho, enquanto tropeça no próprio pé ferido? Como a gente pode ser mão, mãe, colo, amor, organizar as gavetas de meias, as fotografias, fazer listas de compra, decorar o RG, se olhar no espelho e não ter certeza de ser você ali? Como a gente se permite encontrar tão menos, procurar tão pouco, aceitar tão nada, s

PASSARINHOS

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Eles passarão Eu, passarinho Mário Quintana

UMBRELA AMARELA 2

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UMBRELA AMARELA 1

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OI, SAUDADE.....

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NOS OLHOS DE ALGUÉM

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Mesmo que você não saiba, você é luz nos olhos de alguém <3 (abre pra ler)  

OI, CARLOS

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Oi, Carlos. Não chegamos a nos conhecer pessoalmente, ainda que me sinta bem próxima a você. Não sei se somos parentes, gosto de pensar que sim, pois também carrego o Andrade, que veio aí de Minas Gerais. Como disse, você não me conhece, mas eu lembro quando conheci você. Eu tinha 15 anos. Estava distraída em uma aula de literatura. Não sabia muito sobre poesia. Até ali achava que poema e rima eram meio que a mesma coisa. Então minha professora Hilda leu "amar". Meu coração p arou alguns segundos e eu senti vontade de chorar. Li, reli, 20, 30, 100 vezes. Decorei cada palavra. Eu não sabia muito sobre o amor, talvez ainda saiba pouco, mas fiz desse poema a minha forma de amar, entre criaturas, o inóspito, o que o mar traz à praia e o que nele sepulta. E a nossa falta mesma de amor, a água implícita e o beijo tácito e a sede infinita. Tantos anos se passaram desde que conheci você. Li todos os seus livros, todos os seus poemas. Por sua causa, tenho apenas duas mãos e o sen

VERBO FLOR

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O verbo flor É conjugável Por quase todas As pessoas Em certos tempos Definidos A saber: Quase nunca no outono No inverno quase não Quase sempre no verão E demais na primavera Que no coração Poderá durar E ser eterna Quando o coração conjugar: Quando eu flor Quando tu flores Quando ele flor E você flor Quando nós Quando todo mundo flor MPB4  — em    Pé De Minhoca .

QUE BARRA

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Então me ajude a segurar, essa barra que é gostar de você :D

NÃO SOU OBRIGADA, DE NADA.

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Pra quem ainda não sabe....

COMO TATU?

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O GATO

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Parece café, mas é um chat <3

RECIPROCIDADE

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ZEN PACIÊNCIA

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UM ELO

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RELEVE

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Vá e volte leve. E o que não der pra levar, releve. 

SOMOS

Pra gente não esquecer que mesmo que pareça difícil, mesmo que ninguém mais acredite, mesmo que a língua que o mundo entenda tenha mais a ver com ter e poder e mesmo quando quase desacreditamos também, alguém aparece, segura na tua mão e sussurra: continua tentando, não desiste ainda, nós somos porque somos juntos... E te faz entender que pra toda construção precisamos de um tanto de arte e um outro tanto de amor, um tanto de afeto e um outro tanto de tolerância, um tanto de fé e um outro tanto de paciência. E assim a gente segue juntos, às vezes de mãos dadas, às vezes desgarrados, construindo cada passo e acreditando que o que se deixa de bom, fica e multiplica. Eu e cada uma, eu e cada um. Você e todos nós.

OLHOS DE GIRASSOL

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AMOR

Não faz muito que eu pensava que o afeto era força suficiente para mudar o mundo. Afetar e afetar-se. Dar e receber na mesma medida. Hoje não vejo mais sentido em nada que não seja amor. Não o amor de mãe e filho ou o amor romântico. Nem nenhum outro amor que exija reciprocidade. Mas o amor simplesmente, cantado pelos poetas, o amor por todas as coisas e por coisa nenhuma. Apenas o amor, pelas coisas pérfidas ou nulas, como escreveu Drummond. Para mim, amor é quando o coração parece grande demais pro peito e pequeno demais pra alma. É ele que nos faz falar de coração para coração. Escutar e acolher. Sentir a dor do outro sem adoecer. Estar com e estar para. Saber ser quem dá, mas também quem recebe. Pedir perdão, agradecer, amar e perdoar. Não perder nenhuma oportunidade de dizer o quanto gosta de alguém, o quanto sente sua falta, o quanto quer vê-lo bem. É pensar no outro como irmão e irmã nessa jornada que dói e nos transforma na mesma medida. O amor, como eu vejo hoje, é infinito e